O xadrez eleitoral do 2º turno

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Haverá 2º turno.
 
É imprescindível saber que Fernando Haddad é inimigo perigoso, está afiado, como falei sobre o debate na Globo, e preparado para simular que é bom moço, equilibrado, bem intencionado e “da paz”. Lula, via Facebook, já simula o mesmo. É quem dá as ordens, junto de José Dirceu, ao fantoche das ciclovias. O PT fará de tudo para voltar ao poder, dentro e fora das regras, ao meio dia e em público e nas sombras.
 
Quem subestimar a quadrilha, quebrará a cara. Celso Daniel que o diga. Também erram aqueles que generalizam e culpam os nordestinos pelo segundo turno. Não é hora de dividir, muito menos repelir eventuais eleitores de Bolsonaro para o próximo dia 23. Tudo que o PT quer é exatamente isso.
 
A matemática do segundo turno, infelizmente, não é simples como imaginar a transferência automática de votos do NOVO e PSDB para Bolsonaro. É aí que está outro ponto que o PT saberá operar muito bem, com o equilíbrio simulado, buscando os eleitores descrentes ou com repulsa por Bolsonaro. Seus representantes, espalhados e multiplicados em cada esquerdista enrustido ou não, farão o trabalho 24h por dia.
 
Espero que a campanha de Bolsonaro mantenha o que foi apresentado em sua última entrevista para a Record: um sujeito equilibrado, flexível, mais calmo, mais conciliador e que pensa como presidente, não como agitador de massas. É preciso vestir o comportamento presidencial diante de Fernando Haddad, ainda que jogue duro nos debates, pois optar apenas pelo confronto migrará votos de indecisos para a campanha petista.
 
O xadrez eleitoral, no caso do Brasil, pune com mortes, economia dizimada, desemprego, violência avassaladora e anos no ralo da corrupção moral e legal; portanto, é preciso ter extremo cuidado, responsabilidade e senso de realidade.
 
É hora (na verdade, já passou da hora) de todos aqueles que são contra uma organização criminosa no comando do país novamente se unirem contra o PT. Por pior que seja, na sua opinião, o candidato Bolsonaro, não se pode comparar um criminoso condenado e seus lacaios com um sujeito honesto. A política brasileira é isso. Não é romântica, não é ideal, mas a escolha será esta, simples assim.
 
E como diria aquele outro presidiário: “Que Deus tenha misericórdia desta nação”.
Adendo: o fato das urnas serem eletrônicas deram, dão e darão toda margem absurda para a descrença das pessoas sobre a democracia. Não se poderia, jamais!, ter aceitado o voto eletrônico por aqui. Sob a desculpa da “pressa”, num país onde tudo demora, a manutenção de tal prática é um tapa na cara da sociedade, no ponto nevrálgico de qualquer democracia, que é o cidadão poder escolher os seus representantes. Simples assim. Que se fizesse na caneta e demorasse dias, mas sem trazer dúvidas ao processo. 

E sim: o fato de um representante de um presidiário ter recebido milhões de votos é deprimente.