Um novo dia da independência: 13 de Março

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“Tu ne cede malis, sed contra audentior ito”

O dia, que ainda não terminou, foi de vitória. Libertação. E liberdade intelectual de um povo que foi torturado e bombardeado com doutrinação ideológica por longos e tortuosos anos tem de ser comemorada.

É dia da liberdade triunfar e destruir o discurso de “protesto da elite”, “dos brancos”; pois pobres, negros, mulatos, brancos, ricos, novos, velhos, milionários e madames juntaram-se contra o discurso pronto que nos é enviado há anos de Brasília. O ponto em comum: o desejo de um governo mais honesto. O falatório oficial governista nos moldes de João Santana (preso) não atinge mais o grosso da população. A vitória é da individualidade. Do sujeito que se olha no espelho e não se vê como “branco” ou “negro”, mas vê seu nome, seu rosto, sua consciência, suas ideias próprias, seus valores, sua honra e seu caráter. Ali, no reflexo, não está o sujeito que o discurso do PT tenta cooptar. Ali está o exército de um homem só.

E eles sabem, senhoras e senhores, que a casa desmoronou. Por isso, o Luis Inácio destilando ódio voltou (justo o dono do monopólio do “mais amor, menos ódio), porque está desesperado. Até pouco tempo atrás, Lula tinha seus assessores e marqueteiros oficiais com as respostas na ponta de suas línguas de víbora. Não mais. As redes sociais e seus pontos positivos destruíram o Partido dos Trabalhadores.

E eu fico ansioso para que o próximo presidente pegue o bastão do poder. Seja de que partido for. Pois este terá 200 milhões de fiscalizadores de sua conduta como homem público. Seria de uma ingenuidade nunca antes vista na história deste país ele pensar o contrário.

Enquanto a liberdade de pensamento triunfa, sinto certa pena dos escravos da narrativa governista, com uma corrente ideológica mais pesada que concreto, cujos discursos nada mais são do que repeteco do discurso oficial. Estes são papagaios vermelhos da pior qualidade, uma espécie, felizmente, em extinção.

Haverá milhões de tentativas de desqualificar as manifestações. Sim. Mas não compraremos o discurso. Apesar dos esforços em desunir um país, nos unimos. E houve apenas uma divisão: os que defendem o estado atual das coisas, cúmplices, e os que querem mudança, ainda que ela seja desconhecida. Antes o desconhecido do que o velho PT.

Nossos inimigos — ainda — estão no poder, mas o 13 de Março já sobe a rampa do Palácio do Planalto impiedosamente.