Presidente da CUT incita guerra civil na presença de Dilma Rousseff

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O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, defendeu, ontem (13), que os movimentos sociais saim às ruas “entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente” e que “se houver qualquer tentativa de atentado à democracia, à senhora (Dilma) ou ao presidente Lula nós seremos um exército”. A fala aconteceu durante o evento “Diálogo com movimentos sociais”, dentro do Palácio do Planalto, em Brasília-DF.

Sim, é um apoio aberto à guerra civil feito de dentro da casa da presidente. Com ela do lado. Todos sorrindo, em alegre confraternização de um exército de mercenários, pagos com nosso dinheiro — leia aqui outro texto deste blog que deixa claro a compra das centrais sindicais com dinheiro do pagador de impostos  (somente em 2015, foram repassados mais de R$160 milhões às centrais). Ele é contra o impeachment por motivos ideológicos? Não. Por motivos financeiros. Sabe, com razão, que quem entrar no lugar do PT vai ser cobrado diuturnamente para fechar as torneiras do cofre público, e que a CUT vai ficar sem seu troco estatal.

Antes do dia 12/4, dia das últimas grandes manifestações, Lula tentou botar medo nos brasileiros chamando o ‘exército do Stédile’, o MST. Desta vez é esta ameaça por parte do presidente da CUT, dias antes do 16/8, dia da próxima mega manifestação. Temos líderes — Lula e Dilma — com verdadeiro gosto em ameaçar o próprio povo que não tolera mais o PT. Sob a falsa alegação de ser a elite a única responsável pela insatisfação com o governo, o PT estimula um banho de sangue entre brasileiros. Não foi a primeira vez e não será a última. Este é mais um motivo, portanto, para irmos às ruas no próximo domingo: deixar claro que não temos medo de Che Guevaras tupiniquins que usam camisa Lacoste.

Em seu Facebook, Vagner tentou desdizer tudo, afirmando que as ‘armas’ as quais se referiu eram ‘armas da democracia, como greve geral, etc.”. Mentira. Não se pega uma ‘greve na mão’. Ao dizer ‘armas na mão’, Vagner no calor do momento disse o que pensa: se a lei for cumprida, e Dilma perder o posto, vão tocar fogo neste país. Quer intimidar a população, parlamentares e ministros do STF. Contam, além de tudo, com o estatuto do desarmamento. Aliás, fica fácil entender a obsessão em desarmar a população. Desde que sejam opositores, claro.

Se o Brasil fosse um país sério, Vagner seria preso. Mas o que acontece na prática? Dilma enaltece o encontro em seu Facebook, Vagner faz em seu Facebook capitalista o mesmo, publicando fotos com a presidente, e a maioria da imprensa não diz nada. O Brasil, como disse aqui outras vezes, infelizmente é do PT, não dos brasileiros. Precisamos retomá-lo.

Dia 16, às ruas!

 

 

Um filósofo em potencial.
Vagner tem um pé no Planalto e não abre mão da boquinha.