Dicas de um brasileiro do futuro sobre o PT e a esquerda

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Venho do futuro pra avisar que vocês erraram. Erraram em deixar os comunas liderarem o país; erraram em permitir a doutrinação esquerdista da pior espécie nos colégios e nas faculdades – públicas e privadas – com medo de parecerem ´pais caretas e conservadores´; erraram em subestimar o Partido dos Trabalhadores e sua capacidade de destruir o país; erraram em deixar o PSOL se colocar como ‘alternativa’ ao status quo; erraram em não desconstruir o socialismo desde sua raíz; erraram ao não se organizarem e se unirem contra os velhos inimigos das liberdades individuais no Brasil.

A esquerda, ainda no futuro de onde venho, continua detestando o indivíduo, odiando os pobres, glorificando o capitalismo de comadres, fingindo que simpatiza com as supostas ´minorias´, enquanto eles, e somente eles, melhoram suas vidas. Não há nada mais canalha do que desejar e aplicar o capitalismo à elite e presentear os pobres com o socialismo mais fajuto. Aliás, o socialismo não deu errado, ele é errado. O socialismo e suas belezas românticas são refresco nos olhos dos outros, principalmente quando estes olhos são desinformados, famintos, ignorantes e analfabetos. Ao pobre, Skol quente e cara. Aos Jean Willys da vida, uísque da melhor qualidade e café em cápsulas, expresso, quentinho e no ponto. Com gotas de combustível aditivado, se possível.

Aqui no Brasil do futuro, vejo Marcelo Freixo se tornando presidente; vejo o PSOL com uma militância grande e barulhenta, incômoda; vejo a black bloc Sininho como deputada federal; assisto a Manuela d’Ávila sendo brindada com um cargo de Ministra; vejo o PT sendo subestimado novamente e reconquistando posições importantes; observo Leonardo Sakamoto visto como figura respeitada e um ‘intelectual’; vejo jornalistas batendo palmas a quem lhes paga mais, ainda que a imprensa seja censurada; vejo um povo que tem repulsa aos livros, que idolatra a preguiça e tem no Estado a figura de um pai bondoso que traz presentes de vez em quando, sem perceber que quem paga os presentes é o próprio povo; eu vejo o presente de vocês e percebo que, sem uma mudança significativa no combate ao populismo, nossa História terá sempre o mesmo final, como naqueles filmes enlouquecedores onde o personagem acorda e se dá conta de que vive o mesmo dia repetidamente.

No meu Brasil do futuro, pagamos 7 meses de impostos pro governo, vocês, atualmente, ‘só’ pagam 5. Continuamos sem estradas de ferro, iguais as do velho oeste americano, sem indústrias tecnológicas, pagamos fortunas pra ter produtos que são ridiculamente baratos nos países desenvolvidos, de uma máquina de tomografia a um simples jogo de computador. No futuro, continuamos importando petróleo, mesmo com o presidente de vocês à época dizendo que éramos auto-suficientes. Ainda de onde venho, percebo liberais e conservadores discutindo teorias e pontos específicos, enquanto a esquerda continua decidindo o futuro dos outros milhões de brasileiros, e eu tenho vontade de chamá-los de idiotas egoístas, porque somente eles tem um pouco da noção básica do que poderia e pode ser feito pra mudar o Brasil, tem conhecimento pra simples missão de salvar as famosas “instituições”, e trazer o capitalismo, puro e simples, ao cidadão brasileiro comum.

É preciso união e ação diárias: se você é um advogado, questione e fiscalize a OAB partidarizada, faça o mesmo com os milhões incalculáveis direcionados aos sindicatos igualmente partidarizados de todas classes trabalhadoras, na sua turma do colégio e faculdade, no dia a dia não deixe que o populismo, a corrupção, a famosa “mamata” ditem os rumos de todos nós, enquanto uns pouquíssimos amigos do Rei vão se dando bem, fingindo lutarem contra tudo aquilo eles usufruem desde sempre.

Senhoras e senhores do passado, o inimigo de vocês é o PT, mas lembrem-se: é apenas uma batalha, a guerra é contra o Estado elefante obeso que pisa em cima de todos diariamente. Quando o PT cair, excluam da vida pública todos aqueles que ousarem aumentar o Estado, ainda que seja por 24hs. Unam-se, enquanto é tempo.