Uma análise sobre os 13 novos ministros de Dilma e o quanto eles nada entendem sobre seus cargos

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Prezado leitor, lhe convido a embarcar em 13 resumidas biografias, sobre os novos ministros de Dilma Rousseff (o de Turismo não é novo, ela manteve o mesmo). Logo após adicionar seu nome ao folclore político brasileiro, mais uma vez, ao solicitar “ajuda” do ministério público para “saber se os nomes estavam envolvidos em alguma irregularidade”. O mesmo MPF, cujo procurador geral, Rodrigo Janot, recomendou que ela trocasse imediatamente toda a diretoria da Petrobrás, em função do Petrolão, mas, neste caso, Dilma fingiu que não ouviu. Uma audição conveniente, o que é a última moda em Brasília. Dilma mostra a que veio: aparelhar os ministérios, que estão aí para isso, por isso são 39. Eles fazem tudo, menos servir ao brasileiro pagador de impostos. É a hora da base aliada dividir os espólios. Como vocês poderão perceber, não há praticamente nenhum indicado atuando em sua área de conhecimento específico. E a ficha de acusações e condenações é extensa. Dilma não precisava do MPF, bastaria um pouco de pesquisa básica investigativa. Aqui está a Seleção de Dilma Rousseff, a economista que faliu uma loja de ‘1,99’. Tutti buona gente

 
 
Cid Gomes (Educação) – o socialista pagou R$650 mil para Ivete Sangalo inaugurar um hospital, cuja fachada caiu pouco tempo depois; assinou contrato de R$ 3,5 milhões para buffet (com lagosta, caviar, carpaccio e escargot), decoração de seu escritório e sua residência oficial no Ceará; pagou R$3,1 milhões para o tenor Plácido Domingo inaugurar um centro de eventos; mandou construir um aquário usando R$280 milhões (por enquanto, porque não está pronto) em seu estado, Ceará, cujo IDH ocupa a 17ª posição (no geral); 13º lugar com base no IDEB, que afere a qualidade da educação; acusado de desviar R$300 milhões do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009; sua experiência na Educação? É autor da celebre frase: Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário.” – E ministros? Trabalham por amor, também?
 
 
Edinho Araújo (Secretaria de Portos) – o ex-prefeito de São José do Rio Preto teve seus direitos políticos cassados em 2012, por 5 anos, por improbidade administrativa. ‘Estranhamente’, a decisão foi revertida em 1 de Junho de 2014, permitindo que ele se candidatasse novamente. Sua experiência na área de Portos? A mesma que qualquer morador de São José do Rio Preto tem com o oceano: nenhuma.

 

 
Eduardo Braga (Minas e Energia) – Líder do governo, é  suspeito de ter autorizado a desapropriação de um terreno com valorização de 3.100% em favor de uma construtora quando era governador do Amazonas. No início de 2003, três meses após comprar uma área por R$ 400 mil, a empresa recebeu R$ 13,1 milhões do governo a título de desapropriação. A denúncia é apurada no inquérito 3636, por improbidade administrativa. O senador também é alvo do inquérito 3521 por crimes eleitorais, além de ser suspeito por formação de quadrilha; é acusado de agredir um fotógrafo durante a última campanha, onde foi derrotado; votou a favor do PLN36, que jogou a Lei de Responsabilidade Fiscal no lixo e isentou Dilma de qualquer crime de responsabilidade. O que ele entende de Minas e Energia? O mesmo que eu, jornalista, entendo de enriquecimento de urânio: nada.
 
 
George Hilton (Esportes) – é pastor da Universal, foi detido em 2005 no Aeporto da Pampulha com R$ 600 mil não declarados, em um jatinho, junto com Carlos Henrique da Silva (vereador do PL na época). Ele afirmou que o dinheiro era de ‘doações de fiéis’. Foi liberado, mas o dinheiro ficou. O que ele entende de Esportes? Como radialista, teológo, apresentador de TV e animador (seja lá o que isso signifique), o que ele entende de esportes? George talvez saiba quem é o Pelé, e olhe lá!
 
 
Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil) – é advogado, ex-ministro do FHC (sofreu resistência do planalto por isso), esteve envolvido em acusações de desvios de merenda escolar (arquivada, ‘coincidentemente’, em Agosto de 2014) – o processo não foi adiante devido ao foro privilegiado, esta anomalia brasileira, que tornou as escutas telefônicas sobre ele ilegais; consta, ainda, em seu ‘currículo’, ações por formação de quadrilha, por supostamente ter favorecido empresas privadas em licitações públicas, quando exercia mandato parlamentar. O que o nobre Eliseu entende sobre flaps, trem de pouso e outros detalhes da aviação? Certamente sabe fazer compras no free shop. Quer mais? 
 
 
Gilberto Kassab (Cidades) – condenado por improbidade administrativa, em razão do não-pagamento de precatórios judiciais previstos em lei orçamentária. Kassab foi acusado pelo Ministério Público de, em 2006, ter recebido determinação judicial de pagar R$ 240,7 milhões em precatórios alimentares, mas destinou apenas R$ 122 milhões. A diferença de valor (R$ 118 milhões) teria sido desviada por meio de decretos para outras finalidades. Absolvido, ‘estranhamente’, em Agosto de 2014 – mais um, no mesmo mês!; Kassab também esteve envolvido num esquema que pode ter desviado R$500 milhões enquanto era prefeito de São Paulo, sendo que 4 dos auditores de sua gestão, presos em 2013, construíram patrimônio superior a R$ 20 milhões – ou são bandidos ou gênios da finança, como Lulinha. O que Kassab sabe sobre o ministério das Cidades é um mistério, mas só de ter sido prefeito, quando os outros ministros não sabem nem o endereço de seus prédios de trabalho,  já colocaria seu nome numa lista de “nem tão absurdo assim”. Acontece que 99% dos municípios brasileiros são de pequeno/médio porte, com necessidades extremamente diferentes da megalópole paulista governada pelo ex-oposicionista ferrenho de Dilma, até criar o PSD em 2011, e passar para o lado do governo.  


Helder Barbalho (Secretaria de Aquicultura e Pesca) – Filho do honorabilíssimo Jader Barbalho (cuja lista de acusações, condenações e absolvições é tão grande que não caberia neste humilde blog), um homem muito ocupado nos bastidores do poder, cujas mãos receberam os lábios de Lula, num ‘beija mão’ para lá de pitoresco, apesar de simbólico. O filho, Helder, também ouviu de Lula que ele “não tinha do que se envergonhar”, vindo de Lula não é bem um alento, afinal sua régua para vergonha é extremamente minúscula. Vamos ao filho do peixe: Helder Barbalho ao ser vaiado mandou seguranças agredirem populares, quando tentava eleger, em 2012, seu candidato na cidade de Ananindeua-PA. O fato se repetiu nas últimas eleições, em 2014, quando o então candidato ao governo do Pará foi vaiado e expulso de Bengui, periferia de Belém; tem acusações por ‘tentar controlar a mídia’ no estado. O nobre Helder responde, ainda, por 3 ações por improbidade administrativa e teria contratado empresas “fantasmas” para o fornecimento de medicamentos para a Secretaria de Saúde de Ananindeua-PA. O famoso ministério da Pesca, outrora ocupado pelo falso discípulo daquele que multiplicou peixes há mais de 2 mil anos, Bispo Crivella, é uma piada por si só, e conta com o “Bolsa Pescador”, que possui, segundo estimativas, 1 milhão de cadastrados. Nunca antes na história deste país houve tanto pescador. Pois bem, o que o Barbalho filho entende de ‘aquicultura’ e ‘pesca’? Provavelmente o mesmo que você leitor, quando vai ao pesque-pague: tem que jogar a linha na água e esperar mexer. No mais, é contar com a sorte. Ou inventar história de pescador.
 
 
Jaques Wagner (Defesa) – Feliz da vida, por ganhar R$19 mil de pensão vitalícia – é um prazer ajudar a pagar! – e mais R$ 10 mil, pela aposentadoria da Câmara dos Deputados, entre 1990 e 1998, totalizando R$29 mil por mês de dinheiro do contribuinte brasileiro, Jaques Wagner, petista notório, está envolvido em denúncias de Venina Velosa. Em 2009, Venina denunciou que o então gerente de Comunicação da área de Abastecimento da Petrobras, Geovane de Morais, havia autorizado irregularmente gastos milionários sem qualquer comprovação da prestação de serviços, com fortes indícios de desvio de recursos. Baiano de Paramirim, Morais é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do estado, do qual faz parte Wagner. Parece que Wagner é apenas mais um dos que já sabiam do Petrolão, não que isso seja pertencer a um clube pequeno, ao contrário, mas é apenas uma amostra da “seriedade” de Dilma em “consultar o Ministério Público” sobre os futuros ministros.
 
O que Jaques Wagner, civil, sabe sobre Defesa? Seu último contato com o assunto deve ter sido ao jogar “WAR” e contar com a sorte nos dados. Imaginem para as tropas o que é ter um petista como superior hierárquico, ainda mais depois de Celso Amorim, o único comandante da história que não desceu com as tropas no campo de batalha, no caso o Exército e Marinha e suas tropas na Favela da Maré, no Rio. E depois do famigerado relatório da Comissão Nacional da “Verdade”. 
 
 
Kátia Abreu (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) – para desespero da “esquerda”, a “rainha dos agrotóxicos” e “usuária de mão de obra escrava” (cubanos do ‘Mais Médicos’ não contam como escravos?), foi trazida de uma oposição intensa para perto do governo, após Dilma gostar de sua ‘postura’ na questão do ‘Código Florestal’, em 2012, já no PSD. É acusada de ‘gestão temerária’ na CNA – Confederação Nacional de Agricultura; psicóloga de formação, é uma ‘proprietária rural’ e, talvez por engano, Dilma tenha nomeado alguém que tenha um pouco de intimidade com o assunto do ministério…Muito estranha essa nomeação. E até impede a nossa piada de “o que ela entende sobre o assunto?” – talvez o básico, mas já entende, o que, dentro dessa ‘seleção’ de Dilma, já é um milagre.
 
 
Nilma Lino Gomes (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) – essa secretaria seria necessária se o Brasil tratasse todos os cidadãos de forma igual, ou seja, sem privilégios? Não. Mas o coletivismo gera empregos para amigos e amigas da Rainha. Dona Nilma é pedagoga e foi a “primeira negra a presidir a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira”, seja lá o que isso signifique. Implantou ‘ações afirmativas’ na UFMG – tais ações, em tese, visam combater os efeitos acumulados em virtude das discriminações ocorridas no passado. Dentro do surrealismo da esquerda brasileira, que precisa destes ministérios, cargos, sentimentos de vitimismo ad eternum, até que a Nilma, por enquanto, não conta com uma ficha de corrupção, desvios de dinheiro público e conchavos políticos. Mas…o tempo é o senhor da razão. O que dona Nilma entende sobre Promoção da Igualdade Racial? Aparentemente tudo. Que é o mesmo que alguém saber tudo sobre o dia 31 de Fevereiro: não serve para absolutamente nada.
 
 
Valdir Simão (Controladoria Geral da União) – Auditor da Receita Federal trabalhar para o PT é o mesmo que uma foca trabalhar para os ursos polares ou Eliot Ness ter trabalhado junto de Al Capone. Surreal. Continuando…ele já trabalhou com Dilma no “gabinete digital da presidência” – seria um escritório da presidente no Facebook? Também foi presidente do INSS, secretário da Fazenda do DF e secretário-executivo do ministério do Turismo (tudo a ver, não?). Lembro ao futuro ministro a função da CGU: é o órgão do Governo Federal responsável por assistir direta e imediatamente o Presidente da República quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder Executivo federal, sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria. O que ele entende do assunto? Como auditor da receita, tem tudo para entender sobre suas atribuições. Tem 2 opções: cumprir seu papel e ser demitido em uma semana ou garantir seus vencimentos e fingir que nada vê, como o faz o ministro Toffoli e o ministro Lewandowski, no STF. 
 
 
Vinicius Lajes (Turismo) – Para começar, somente o Brasil, com sua capacidade absurda de incompetência, para ter números vergonhosos no Turismo. Credencial principal no currículo de Vinicius: é afilhado político de Renan Calheiros. Só isso basta. Fora esse importante diferencial, ele é engenheiro agrônomo. O que um agronomista faz no Turismo é uma excelente indagação, mas não vamos julgar as sábias escolhas da gerente Dilma. Vinicius está no ministério desde Março/2014. É um sobrevivente! Ou o Renan soube passar a tranquilidade de um homem que tudo deve, mas nada teme?
 
 
Aldo Rebelo (Ciência Tecnologia e Inovação) – Pertence ao PCdoB, em pleno 2014. É o mesmo que comentar sobre um parlamentar de um hipotético partido nazista. E ainda por cima no ministério de Ciência Tecnologia e Inovação? O que um comunista vai fazer neste lugar? Comemorar a chegada de Gagarin no espaço? Sem mais comentários. 
 
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