Um recado ao PT: não somos idiotas

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Bandeira fincada no coração do Brasil.
Bandeira fincada no coração do Brasil.

Os discursos do PT são absolutamente sensacionais: “risco de volta da ditadura”? É justamente o contrário. É o clamor popular contra a ditadura de esquerda, contra o desejo do monopólio da verdade, é a encheção de saco de ter de ouvir que achar criminoso um partido desviar dinheiro do contribuinte para se perpetuar no poder é coisa de elite branca paulista, é mostrar pra eles que, finalmente, na falta de uma oposição, o povo cansou de ser espectador de seu próprio drama e se mexe, na internet e, agora, nas ruas.

Enquanto o PT brada coisas sem sentido, como a volta da “ditadura”, que só serve pra municiar os militantes cegos, que não pensam por si, e outras coisas como: “golpe da imprensa”; “orquestração da CIA”; “golpe da Globo”; etc. a população vai no simples: viver no Brasil está caro, perigoso, difícil, ruim, os serviços que pagamos com nossos impostos não funcionam, roubam bilhões de reais e acham que tudo vai ficar por isso mesmo, põe o Toffoli pra investigar a Lava Jato e ninguém vai reclamar, o marqueteiro João Santana é quem governa o navio à deriva e a população que pensa não tolera isso.

Dão guarida à Venezuela, Argentina, ditaduras africanas e até ao Estado Islâmico, num dos momentos mais constrangedores da diplomacia brasileira; dão as mãos ao MST, grupo paramilitar que não produz absolutamente nada; fingem que defendiam a democracia nos anos 60 quando, para quem não tem preguiça, já foi provado de A à Z que lutavam pelo regime totalitário de esquerda, que seria genocida; tem o mentor ideológico do tamanho mínimo de Fidel Castro, um psicopata milionário embebido em Chivas Regal. Compram a UNE, a CUT e todas as ONG’s que perderam o “N” de suas siglas. Aparelham o estado com militantes raivosos, capazes de ameaçar o presidente do STF de morte.

Fingem que não percebem que a “defesa” dos pobres não só é falsa como é o oposto: 40% de impostos num saco de feijão prejudica quem? Um bilionário? Não. A inflação descontrolada tira o poder de compra de quem? Do rico? Não. Para o verdadeiro rico, essas oscilações não alteram sua rotina, para a classe média (com o perdão à Marilena Chauí), e para os pobres, aí sim os solavancos na economia são cruéis. A cumplicidade num país com 60 mil assassinatos por ano é criminosa, nojenta. Roubar bilhões da Petrobras e ter a ousadia de acusar a oposição de querer privatizá-la é aviltante.

Fazer parte do FORO de São Paulo, não extraditar o Battisti, condenar a Indonésia por cumprir suas leis, retirar o embaixador de lá para fazer um teatrinho, prejudicando o outro brasileiro condenado à morte e a Embraer, que possuía negócios com a Indonésia, tudo isso é deplorável.

O povo brasileiro não precisa de panelas do PSDB, não precisa de estrategistas da CIA ou ser “manipulado” — como se fôssemos idiotas — pela “imprensa golpista”: nós sabemos pensar, sabemos decidir o que é ou não correto pras nossas vidas e dizemos: chega! A bagunça acabou.

*texto publicado originalmente no Facebook do Diário da Corte (www.facebook.com/diariodacorteoficial), em 12/03/2015 – postado aqui para arquivo e para facilitar a leitura. 

Alexandre Karamazov é jornalista.