Terra à vista: dois Brasis

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A nossa bandeira jamais será vermelha (?)

Terra à vista! Eu vejo dois Brasis possíveis à frente:

O Brasil publicitário do Mentor Neto ou o do encarcerado João Santana.
O Brasil comediante Danilo Gentili ou o do Gregório rouanetizado Duvivier.
O Brasil musical do Lobão, o legítimo, ou o do Chico parisiense Buarque.
O Brasil judiciário do Sérgio Moro ou o do Ricardo Lewandowski.
O Brasil economista da Renata Barreto ou o do Tico “birra no avião” Santa Cruz.
O Brasil político de um Marcel van Hattem ou o de um Sibá “CIA” Machado.
O Brasil jornalistíco de um O Antagonista ou o de uma Carta Capital — “eu pedi pro Mino escrever um artigo”.
O Brasil de um partido como o Partido Novo ou de um PSOL.
O Brasil ativista de Janaína Paschoal, roqueira como eu, ou de uma Sabatella.
O Brasil artista de um Ary Fountora ou de um Zé de Abreu.
O Brasil de escritores como Bruno Garschagen ou de uma Marcia Tiburi.
O Brasil empreendedor de um Flávio Augusto da Silva ou o da Odebrecht.
O Brasil com análises de uma Priscila Chammas Dáu ou de uma Socialista Morena.
O Brasil com valores de um Ronan Soares Ferreira, meu pai, ou de um Luis Inácio Lula da Silva.
O Brasil dos heróis como o médico mal pago anônimo que salva vidas ou o do “Dirceu guerreiro do povo brasileiro”.
O Brasil crítico de uma pág. como Socialista de iPhone ou de uma Dilma Bolada,
O Brasil especialista de um Benedito Gomes Barbosa Jr. ou de um professor marxista da UERJ.
O Brasil com análises da mídia de um Alexandre Borges ou da Mídia Ninja.
O Brasil estudante dos Estudantes Pela Liberdade ou de uma UNE que náo estuda.
O Brasil revolucionário de um Helio Beltrão ou do Partido da Causa Operária.
O Brasil de movimentos como o Movimento Brasil Livre ou de um MST.

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Marujos, são dois brasis: um que abraça, luta pela liberdade mental e pela potência de cada indivíduo. Outro que esperneia, grita, tira selfie, vai lamber o Louboutin da Dilma em Brasília e chora pedindo que o Estado cuide de nós, seres humanos tão frágeis precisando desesperadamente de um colo do governo bonzinho, para nos salvar.

Diferentemente do vergonhoso muro de Brasília, esta divisão é invisível, sutil e diária.

Eu já escolhi o Brasil que desejo e admiro. E vocês?