Podem derrubar estátuas. O Pilar do Ocidente é Outro.

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Na tentativa de reescrever o passado, neste revisionismo não histórico, mas histérico*!, derrubam estátuas. Ontem, mais uma de Cristóvão Colombo foi ao chão, em Baltimore, EUA.

Se esta geração, tola, mimada, cercada por bens materiais que nem os maiores Reis sonharam, graças ao liberalismo econômico aliado aos valores judaico-cristãos, e mais — e muito mais importante: ao sangue, real, não virtual, de milhões de verdadeiros anti-fascistas que lutaram para que o mundo, há relativamente pouco tempo, não sucumbisse às sombras do nazi-fascismo, se esta geração, que eu gosto de chamar de “geração do lacre”, pois estão pouco se lixando para o cerne dos problemas, estão preocupadas com os galhos, quando é “no tronco que está o coringa do baralho”, como diria Raul Seixas, estão justa e ingenuamente ajudando o inimigo.

No Brasil, surge uma hashtag, como a do Black Lives Matter, o sujeito, mais branco que o Conde Drácula, para conquistar a menina do bar da esquina, simula uma preocupação com os negros. Ele simplesmente não está nem aí para:

— a origem do problema.– eventuais soluções práticas para este problema.– e o pior: geralmente, na vida real, este alguém não trata o próximo, negro, como Cristo nos ensinou: como gostaríamos de ser tratados.
Diante deste circo, um tema absolutamente grave, como o racismo real, ganha contornos de “lacração”. Foi exatamente o que a esquerda circense fez com a homofobia.
Hoje, para um gay provar que foi vítima de homofobia, o sujeito precisa:
— vencer a vergonha de se expor e ir até uma delegacia.– vencer a vergonha de ser chamado de fraude, nas redes sociais. — vencer o medo de sofrer ainda mais violências dos perpetradores da violência inicial, pois a própria esquerda é contra qualquer tipo de punição contra criminosos. Afinal, a “cadeia não educa”.

Então, a vítima de homofobia virou vítima duas vezes: da porrada e do medo do ridículo. Parabéns aos envolvidos.
Agora, com estes atos, na América, que serão replicados por aqui — tudo que é abjeto nos EUA é replicado por aqui. Os bons exemplos jamais cruzarão as fronteiras — o racismo, brasileiro, pois não tenho propriedade para debater o tema americano, será, ou tem tudo para ser, jogado na vala do “ridículo”, por incitadores da discórdia, dos que vivem — eleitoralmente — deste nicho.
Os aproveitadores de hashtag, irresponsáveis, egoístas, cínicos, com corações ornados de revolta e cinismo, a pólvora e o fogo do pensamento revolucionário, fazem um desfavor ao reais problemas que afligem milhões de brasileiros.

Esquecem-se, os paladinos que empunham suas hashtags como cavaleiros brandiam suas espadas, que uma família negra , quer: paz, tranquilidade para trabalhar, respeito, segurança, que o governo não lhes roube via impostos, um lugar para morar onde não tenham de encarar um traficante com fuzil na mão olhando para seus familiares, um colégio onde seus filhos aprendam a somar, subtrair, multiplicar e não só dividir… mas uma imensa maioria de aproveitadores só os ensinam a dividir: é a luta de classes. A divisão. O Diabo gosta da divisão. E só essa parte da matemática vem sendo ensinada. Mais: ao aluno pobre, negro, do gueto, o português, este idioma belíssimo, é dizimado. Já tentaram transformar erros em “particularidade cultural”; “a gente vamo?” É errado? Não, é o aluno Beltrano manifestando a sua insatisfação com a Casa Grande. Ok. Na hora do ENEM, do futuro emprego, da prova para a faculdade pública ou privada, para a entrevista no trabalho, não haverá lacrador quando este jovem for eliminado impiedosamente pela concorrência do mercado de trabalho. O lacrador estará com seu inglês, francês, esperanto e até mandarim em dia, claro.

Dostoiévski, no “Memórias de subsolo”, ironizava os socialistas, que consideravam o homem como “teclas de piano”, ignorando suas personalidades, seus medos, desejos, histórias pessoais, paixões, sonhos, erros e acertos. Reparem nestes movimentos da moda atual como é exatamente isso que pensam e fazem: todos os negros, ou todos os gays, ou todos os trans, ou todos os tais exemplos, são iguais.

Não é o Jorge, negro, que toca violino e quer ler Burke. Não é o Francisco, pobre, nordestino, que gosta de Metallica e também é cristão. Não é a Letícia, que quer casar virgem, ser dona de casa e ter um revólver .38 na cabeceira.
Os revolucionários, que em grupo conseguem derrubar quaisquer estátuas que queiram, querem derrubar a mim, a você, a nós, como indivíduos. Querem nos transformar numa massa. Para depois nos “sovar” com o pensamento único. O Estado, a batedeira, será a ferramenta para resolver os nossos problemas. Claro.

Mas os revolucionários, paradoxalmente, por não acreditarem numa força maior, por não temerem O que deu Seu sangue e Sua vida por nós, se esquecem de que o Ocidente não está sobre pilares de mármore; não está escorado nesta ou naquela estátua: o Ocidente chegou até aqui e tem o mais importante de seus pilares no outro mundo, que uns chamam de invisível: em Deus. Eu não o considero invisível, pois tenho a Graça de olhar para o olho de minha filha diariamente, e saber que Deus está mais visível do que esta tela que se apresenta brilhando em frente a mim.
E, me perdoem o ceticismo, caros revolucionários, mas ainda não inventaram cordas capazes de O derrubar. Mas…“keep trying…” — ao menos, ajudarão o Trump a ganhar novamente.


*(como disse um alvinegro, grande amigo meu — não cito o nome pois não quero expô-lo em meio ao caos)