Pedir alguém em casamento virou machismo?

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Uma reportagem do G1, de hoje (15), lança uma reflexão para os leitores: o atleta chinês Qin Kai pediu sua namorada He Zi — com quem tem 6 anos de relacionamento — em casamento em público, nas Olimpíadas do Rio; seria isso, pergunta o lead da matéria, romantismo ou pressão masculina? O cérebro deste que vos escreve tem uma certa dificuldade em assimilar o caso, primeiro confiro se não é uma piada do Sensacionalista ou do Joselito Müller. Não, não é.

Então chegamos ao ponto onde o politicamente correto recrimina um sujeito apaixonado por se ajoelhar, diante do mundo todo, e pedir sua amada em casamento?

A escritora Sunny Singh, moradora da Inglaterra, afirmou: “…é um movimento peniano, que definitivamente não é romântico“, completando que o ato é um “mecanismo de controle”. 

Não há a reflexão de que ela, a chinesa da história, está com ele há 6 anos, ou seja, não se trata de um maluco que a viu na televisão e foi lá fazer um gesto midiático. Não pensam que ela pode, sim, ter ficado feliz com o gesto do namorado. Namorado este que, muito provavelmente, esteve ao lado dela na trajetória até suas vitórias e derrotas no esporte. Acreditar que os dois se amam é algo tão improvável, na cabeça da patrulha do politicamente correto, que nem sequer é considerado. Ou seja, o resumo é: não estão nem aí para o que ela pensa ou sente, o que importa é “polemizar”.

Tampouco não percebem, como muito bem reparado no card da página Socialista de Iphone, que a imprensa celebrou o pedido de casamento de uma mulher para sua amada, nas mesmas Olimpíadas do Rio, há uma semana. São elas Marjorie Enya e Izzy Cerullo (foto abaixo).

rugbycouple

O politicamente correto e seus patrulheiros, que não tem fronteiras, poderiam, ao menos, poupar algo universal, raríssimo e que nos torna, como seres humanos, únicos: o amor.