Flexibilizar a posse de armas de fogo não é questão de segurança pública. É um direito elementar.

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A flexibilização da posse de arma de fogo (não confundir com porte), proposta por Bolsonaro, está sendo tratada por “especialistas” e a imprensa como política de segurança. Trata-se de um erro; quando, claro, não de pura má intenção.
 
Não cabe ao cidadão comum resolver o problema da segurança. Não falamos aqui de um dever, mas de um direito. A esquerda não fala de direitos todos os dias? Pois é disso que se trata: um elementar direito, caso a pessoa queira, de tentar defender sua vida, propriedade e família, usando uma arma de fogo.
 
Se mais pessoas com armas em casa resultar em índices de violência menores, ótimo, mas seria uma consequência, não o objetivo primário do ato.
 
Outro aspecto positivo seria a movimentação da economia com o comércio das armas. Ainda que os preços sejam impeditivos à maior parte da população brasileira, devido ao monopólio existente na indústria nacional e aos impostos. A abertura do mercado de armas deve estar no horizonte do novo Congresso, assim espero.
 
Inconformada com a fala de Bolsonaro, a imprensa simplesmente ignora o plebiscito sobre o tema, desrespeitado até hoje, e encomenda pesquisas do Datafolha com 2 mil pessoas. Evidentemente não dá pra levar a sério. É nítida a vontade de, na marra, tentar empurrar uma agenda própria a um país inteiro. Ainda não perceberam que a estratégia não funciona mais.
 
O que o novo presidente e ministros como Gen. Heleno e Sérgio Moro parecem perceber, felizmente, é que um direito suprimido do povo brasileiro pode ser finalmente devolvido à sociedade, com anos de atraso. É o mínimo. E louvável.