Escolas particulares vão parar para lacrar em cima da Reforma da Previdência. Mas não deixarão de cobrar mensalidade.

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O dia é 23 de maio de 2018, nesta mesma terra de cabeça-para-baixo, professores da rede privada de ensino das capitais brasileiras pararam. Teoricamente, contra a Reforma da Previdência. Na prática, contra Temer “golpista” e a favor do burburinho em prol do ex-presidente atual presidiário Luis Inácio Lula da Silva, então candidato favorito dos paladinos da justiça e da imprensa, que veem o ato de roubar a população brasileira, corriqueiro para Lula e seu partido, como um crime menor, algo romântico. Quase um furto de um “Sonho de Valsa” nas lojas Americanas. Não espanta, vindo de defensores assumidos da criminalidade carioca, onde fuzis viram guarda-chuvas e, quem sabe, um buquê de rosas negras para presentear as viúvas dos policiais.
 
Amanhã, como dito pelo amigo Eduardo Vieira, alguns professores, dos mesmos colégios pelo Brasil afora, farão nova chantagem — é preciso dizer o nome da artimanha — com pais de alunos, teoricamente contra a Reforma da Previdência, mas, na prática, contra o ditador eleito Jair Bolsonaro. Será um circo.
 
Neste mundo paralelo, as mensalidades com preços de universidades conceituadas britânicas não são suficientes para o exercício da profissão. Dia útil, crianças querendo aprender, mas o foco, sempre camuflado de uma “luta por algo maior”, é lacrar. Descontar um dia do mês é pouco. Por saberem que a esmagadora maioria dos pais não troca seus filhos de colégio por uma série de comodidades, como proximidade, amizades, etc. estes senhores e senhoras fazem esta chantagem se tornar ainda mais nefasta. É covarde.
 
A falta de propósito na vida não deveria significar carta-branca para arruaças que prejudiquem terceiros. A busca por uma bela foto no Instagram, junto aos parceiros de “resistência”, às 10 da manhã, em plena 4ª feira, muito menos. Após o horário de trabalho, se quiserem promover um “guilhotinaço” da burguesia no Centro, tudo bem. Mas atrapalhar crianças, não. Definitivamente, não.
 
Também é curioso lembrar, num país com amnésia quase generalizada, que o Sr. José Dirceu, nosso quase presidente da República após Lula, não fosse sua queda e aquele teatro de Luis Inácio dizendo que “fora traído”, comprou parlamentares no escândalo do Mensalão justamente para tentar aprovar a Reforma da Previdência, que vem sendo tentada desde o segundo mandato de FHC. Não por serem malvados, mas porque a matemática não é um poema do Fernando Pessoa, onde pode-se interpretar, às lágrimas, como cada um queira. A matemática é bruta — para usar uma expressão do amigo Ovidio Rovella.
 
O establishment, também em maio de 2017, sob a figura de Gilmar Mendes, declarou que o voto para soltar o próprio José Dirceu da cadeia era “histórico”. Esta mesma trupe, que sabota o atual presidente 24h por dia, sob as vestes de vigias de nossos bolsos e condutas, quer manter privilégios. Salários absurdamente discrepantes entre o funcionalismo público e privado — incluindo nossos ministros do…STF, claro. Toneladas de dinheiro, lícito, que vão para os bolsos de políticos. Bilhões de reais que caem todo dia 5 do mês para esta sub-quadrilha organizada de puxa-sacos de bandidos, que não conseguem vislumbrar um país cujo centro da estratégia — o absurdo! — não seja seus bolsos e altos rendimentos. Estes populistas irresponsáveis que trocam o futuro de nossos filhos e netos por um vídeo de 30 segundos xingando o Paulo Guedes na TV Câmara, para ganharem ponto com eleitores adolescentes semi-analfabetos.
 
E, com a famosa ousadia dos maus, ainda pedem respeito. Quem brinca com o futuro do Brasil para lacrar, por um dia ou anos, não merece respeito.
 
#ProvidenciemAPrevidência