Em má companhia

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Eu faço coro aos inúmeros textos que expõe a sensação ruim de se estar ao lado de alguns políticos oportunistas, corruptos e assaltantes do dinheiro do pagador de impostos, na luta pelo impeachment. Mas tenho consciência de que é assim que a História age.

As maiores lutas da humanidade, principalmente pela liberdade, não foram românticas, limpas e suaves. Foram no front, na lama, com sangues e entranhas e sem palavras de apoio.
Infelizmente, às vezes é preciso se sujar para buscar um futuro mais limpo.

Para derrubar o PT, temos esta figura pitoresca que é o Eduardo Cunha e outros. Em breve, dependeremos de Renan Calheiros, outra figura grotesca. Sem falar em alguns ministros horripilantes do STF. A opção contrária, muito fácil, seria lavar as mãos e dizer: “Não. Mesmo o PT sendo a maior quadrilha da história deste país, eu não quero estar do mesmo ‘lado’ na votação do impeachment”.

Mas lembrem-se: antes estar do mesmo lado numa votação binária, por umas horas, do que ter feito pacto com estes senhores, governos com estes senhores, promessas a estes senhores, dado ministérios para estes senhores e, principalmente, dado o voto para o Michel Temer.
Logo, se for por culpa na consciência, o eleitor do PT pode andar com a cabeça arrastando no asfalto.

E da minha parte, garanto o seguinte: assuma quem assumir, a cobrança não só será igual a que é feita ao PT, como será maior. Pois quem entrar sabe das demandas da população e sabe do que o PT foi capaz. Incluindo aí o PMDB, aliado do PT em todos estes últimos anos e em quase todos os casos de corrupção.

E não haverá algum louco de tentar enterrar a Lava Jato. E se houver, que ele saiba que cairá da mesma forma que entrou: em poucas horas.