Dica de série: Medal of Honor, na Netflix

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Dica de série-documentário: Medal of Honor, da Netflix.
 
Ela conta algumas histórias de soldados ganhadores da mais alta condecoração militar americana ao longo da História. Cada uma mais incrível do que a outra.
 
O que sinto de vergonha ao lembrar o quanto eu odiava os Estados Unidos é indescritível. Cheguei, no ápice de minha genialidade juvenil socialista, a criticar um amigo meu, que estava a caminho da América, dizendo que ele estava “cedendo ao imperialismo”; o ápice do clichê. Até hoje reclamo com ele, mestre de jiu-jitsu, por não ter me dado um mata-leão para resolver minha cegueira ideológica.
 
É impossível não admirar, no caso da WWII, o conflito filosófico por trás da carnificina: de um lado, os fascistas e nazistas com o espírito tirânico coletivista, que triturava o indivíduo, colocando uma faca nas costas dos soldados para que eles marchassem rumo ao front pelo Estado, pela “causa”; do lado da América, uma verdadeira ode ao cidadão “comum”. Ao indivíduo. À liberdade. Não havia ameaça do Estado contra seus soldados, havia doação ampla e irrestrita dos cidadãos para com a pátria que permitira que suas famílias vivessem em paz.
 
Terminada a WWII, os soviéticos, como Churchill alertara, voltariam a escravizar e matar o indivíduo no leste europeu — literal e metaforicamente. O oposto do lado americano que, ainda que aos trancos e barrancos, errando e acertando, conseguiu reunir ricos, pobres, pretos, brancos e imigrantes sob uma só farda.
 
Todos, por amor à pátria e à liberdade, no ápice do conflito, arriscando suas vidas para que o Ocidente chegasse até aqui. É imprescindível, e por isso sou fã deste tipo de material, preservar e relembrar os gigantes que nos permitiram enxergar o mundo como o conhecemos hoje. Estes heróis reais deixam qualquer personagem da Marvel no chinelo.
 
Hoje, sou confesso admirador da América e seus valores. Um país, tal qual Israel, com tanto sacrifício e sangue derramado pela preservação da liberdade, só poderia virar a potência que virou. E, claro, assim como na vida cotidiana, no dia-a-dia de todos nós, justamente pelo êxito em larga escala são tão invejados e difamados.
 
Não à toa, por esta propaganda maciça, hoje, neste exato momento, com certeza outro adolescente está vociferando contra os imperialistas. Rezo para que um dia ele enxergue o outro lado da moeda.
 
Mas…fugi totalmente do objetivo principal: deem uma chance não à paz, neste caso, como diria John Lennon, mas à série-documentário “Medal of Honor”.

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