Conheça a índia, mãe e avó que integrará a equipe de transição do governo Bolsonaro: Silvia Nobre Waiãpi

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Silvia Nobre Waiãpi, de 42 anos, foi a primeira índia a entrar para o Exército Brasileiro. Fará parte da equipe de transição do governo Bolsonaro, o misógino que queimará a floresta amazônica nas horas vagas, segundo dizem.
 
Silvia teve sua primeira filha quando tinha apenas 13 anos.
Quase morreu ao ter a barriga perfurada por um pedaço de madeira na floresta, onde vivia. Aos 14, veio ao Rio de Janeiro tentar a sorte, fugindo da aldeia, e morou na rua por 2 meses, faminta.
 
Vendeu o único objeto que trouxera consigo: uma pedra de sua tribo. Um camelô a ajudou com moradia e a incentivou a vender livros e revistas usados. Silva o fez e bem. Conseguiu emprego no Círculo do Livro. Depois, estudou Artes.
 
As emoções não pararam por aí: após ser vítima de uma tentativa de estupro, virou atleta. Ganhou medalhas pelo Vasco da Gama e conseguiu uma bolsa para estudar fisioterapia.
 
Em 2009, tentou entrar para o Exército, não conseguiu. Tentou outra vez e obteve sucesso: trabalhava, até ser chamada para a equipe de Bolsonaro, todos os dias no Hospital do Exército em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro. Conseguiu realizar o sonho de menina: hastear a bandeira brasileira diariamente.
 
Atualmente, Silvia tem 3 filhas e uma neta.
 
Diante de toda esta história de vida, sabem como o site Catraca Livre, antro de esquerda, suposto defensor das “minorias”, noticia o fato?
 
“Você se lembra da índia Crocoká, de Uga Uga?” — tentando diminuir Silvia por ela ter feito dois bicos para a Rede Globo em novelas. Mais machista e elitista, impossível. Um dia a redação do Catraca Livre descobrirá que os cidadãos normais fazem isso quando precisam de dinheiro. Não é crime. Não é motivo para vergonha: é trabalho.
 
Silvia tem uma belíssima história.
Infelizmente, para seu marketing pessoal, não está do lado “permitido”: o lado que paga pedágio à esquerda. Aí ela deixa de ser mulher, guerreira, mãe, avó, índia e vira inimiga.
 
É impossível não ficar otimista quando percebo personagens como José Dirceu e Lula saindo de cena, e Sérgio Moro e Silvia subindo ao palco para fazer História.

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