Bolsonaro e Guedes encontrarão governadores para discutir novo Pacto Federativo

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O acontecimento mais importante desta semana, provavelmente, é o encontro de Bolsonaro e Paulo Guedes com os governadores, sobre um novo pacto federativo, que será realizado amanhã. No início, provavelmente só discutirão medidas econômicas e como manter o dinheiro onde ele é gerado.

Mas o que pode resultar “disso daí”, com cada estado tendo mais autonomia, com municípios e seus moradores cobrando seus eleitos com meia dúzia de ovos ou pressão nas redes sociais, é possível que o Brasil, como um todo, dê certo.

O senhor Clodoaldo, carpinteiro, não mora num país abstrato, nas nuvens; mora numa cidade, num bairro, na rua tal. É ele, e não o ministro da Casa Civil, que entende as demandas de sua região. É ele quem paga os impostos. É ele quem deve ter o poder e escolher para onde vai seu dinheiro.

A grana gerada em São Paulo, por ex., não deve ir para Brasília, a Las Vegas da burocracia, para depois ser devolvida em gotas para o estado gerador de riquezas, sob chantagem. É um absurdo. É como alguém que sustenta uma família dar toda renda para o filho adolescente mimado decidir se, por bondade, dará alguma esmola para ela no final.

E como sonhar não é proibido: com cada estado tendo suas próprias leis no âmbito penal, como na América, aí “ninguém segura”. Temas polêmicos seriam decididos pelas populações locais. O protesto, além das urnas, poderia ser num carro para mudar de estado. O Rio de Janeiro, temporariamente, viraria uma Sodoma e Gomorra, mas mesmo assim com o tempo acho que a população iria para o lado oposto.

Portanto, é preciso comemorar o fato desta agenda de Guedes e Bolsonaro existir e ser prioritária, de lutar por mais Brasil e menos Brasília, quando o concorrente, simulando por um segundo que não fizesse parte de uma quadrilha, iria no sentido oposto: o de um Estado gigante, onipresente, distante do cotidiano do cidadão comum. Afinal, poder concentrado é feito a Cléo Pires para os corruptos: um sonho.