A quadrilha vs. o candidato imperfeito.

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De um lado, uma quadrilha organizada, que destruiu o país por 13 anos. Seus líderes, presos. Uns, como José Dirceu, comemoram a leniência de nossas leis em liberdade. Liberdade a ponto de planejar, pautar e estruturar a campanha de um presidiário, cujo representante, com cara e aparência de democrata, Haddad, levou a cabo durante os últimos meses, com a consciência tranquila. De nada se arrependem.
 
Aliás, se arrependem: de não terem co-optado generais do Exército e não terem censurado a imprensa — onde a esmagadora maioria de seus funcionários é simpática ao PT.
 
Deste mesmo lado, marqueteiros milionários, com contas escondidas no exterior, diversas delações premiadas comprovadas, bilhões de dinheiro público indo do bolso do mais pobre brasileiro para Cuba, Venezuela e ditaduras africanas, lado este que sequer deveria estar disputando as eleições, pois trata-se de uma quadrilha. E lugar de quadrilha é atrás das grades.
 
Venderam a alma do Brasil por ideologia, por psicopatia e juras de amor ao que há de mais velho no mundo. Assistiram, impávidos, o referendo do estatuto do desarmamento ser desrespeitado; assistiram a violência chegar a níveis que a História, ao olhar pra trás, não perdoará; assistiram a um país de joelhos diante de uma gangue por obediência bovina ou subserviência financeira; criaram a divisão na sociedade com a tal “elite branca” mencionada por Lula, o mais canalha dos canalhas; destruíram a economia sob o poste Dilma Rousseff, economia esta que não é um gráfico da Ibovespa no fundo da tela, mas a população sem ter um centavo sobrando no fim do mês, para ouvir que eles, seus algozes, os “permitiram que andassem de avião’, os canalhas.
 
Canalhas e mil vezes canalhas. Porque um legítimo criminoso, arrependido do mais grave crime, pode encontrar perdão da vítima, mas o criminoso arrogante, cínico, insistente e que diz que faria pior, este merece pagar pelo que fez. A arrogância de Lula e do PT em tentar simular ares de democratas é a prova deste desrespeito para conosco, vítimas de seus crimes.
 
Moralmente, não merecem ser perdoados.
Legalmente, têm de ser presos.
 
Os que conscientemente assinam embaixo disto tudo são cúmplices. Não me refiro aqui aos que, com toda razão, direito e normalidade se opõe a Jair Bolsonaro com fatos, críticas e antipatia. Isto é do jogo. Me dirijo aos cúmplices típicos de toda esta narrativa maquiavélica que só poderia ter saído de mentes doentias como a de José Dirceu, que apunhala o Brasil há décadas, com um sorriso na cara.
 
Do outro lado, um sujeito normal, e não o Churchill reencarnado como gostaríamos, sem estrutura partidária, recém-esfaqueado (o fato parece ser ignorado diariamente), com a humildade de reconhecer erros e falhas de sabedoria sobre determinados assuntos, com uma bandeira do Brasil ao fundo, pregada com silvertape, tentando, intuitivamente, impedir a volta desta quadrilha. Conta com o apoio de um senhor que, sozinho, pautou o país: Olavo de Carvalho, leitor inigualável da realidade brasileira, com uma sensibilidade aguda ao mundo real de brasileiros reais. E não brasileiros de teses acadêmicas.
 
De longe, é fácil rotular e criticar Bolsonaro. Eu mesmo o fiz e o farei. Mas, na prática, é preciso alguém corajoso para sair da sua zona de conforto e se colocar no front, de peito aberto, para enfrentar o maior inimigo deste país, romper com o establishment, mexer em vespeiros que nem o mais ousado opositor teria condições e, principalmente, sem tentar ser politicamente correto. Se expor, num país de 200 milhões de habitantes, não é brincadeira.
 
Portanto, o próximo domingo será de uma escolha simples: uma quadrilha assumida vs. um candidato imperfeito.
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