A maioria silenciosa falará no próximo dia 7.

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Brasília (DF), 23/05/18. Marcha dos prefeitos 2018 - Jair Bolsonaro. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Confesso que, desde o ano passado, pessimista com os rumos do Brasil, pensei que o PT, com a estratégia covarde, mas poderosa, do vitimismo de Lula, o “Perseguido” pelas elites brancas globais de olhos azuis, sairia triunfante. Menosprezei a capacidade de reação/articulação da maioria silenciosa brasileira. Erro crasso de minha parte.
 
Tudo indica, como botafoguense jamais comemorarei algo antecipadamente, que Jair Bolsonaro e sua equipe (um mérito seu, inegável, é ter escolhido pessoas excelentes para lhe fazer companhia em eventual governo) sairão vitoriosos neste domingo próximo.
 
Mesmo que dê segundo turno, seria uma vitória pois Bolsonaro está num partido minúsculo, com escassos segundos de propaganda na televisão, e anos ininterruptos sendo ridicularizado pela grande mídia. Ridicularizado mesmo, como um Inri Cristo que ia no Pânico para os outros rirem. Impossível não lembrar do Obama sacaneando o Trump em público anos antes deste ser eleito.
 
No lugar de Bolsonaro, eu deixaria dois porta-retratos reservados para o gabinete em Brasília: um para a imprensa, de longe sua maior aliada, paradoxalmente, pois a população, com as redes sociais, passou não só a desconfiar mas a atuar no sentido contrário da grande mídia; e outro para Olavo de Carvalho. Sozinho, incansável, conseguiu pautar um país.
 
Olavo, na minha opinião, abriu as portas para um debate amplo, permitindo que o conservadorismo tivesse o direito(!) de ser levado a sério — não pela imprensa tradicional (ainda), mas pela população normal. Digam o que disserem, mas o feito é, no mínimo, histórico.
 
Um país saudável precisa de pautas plurais.
Foram décadas sob pensamento único, autoritário, cúmplice dos piores crimes morais e legais de que se tem notícia.
A maioria silenciosa do Brasil ficou ajoelhada diante do politicamente correto, que jorra de uma bolha midiática da Zona Sul do Rio de Janeiro, se sentindo culpada por acreditar em Deus, ser contra o aborto, drogas e a favor de mais punição para criminosos violentos. Ah, e o “direito” de comprar um .38 para botar no armário. Para tentar defender, que absurdo!, a família. Meu Deus, é muito extremismo.
 
Este extremismo, no próximo dia 7, pode dar um recado inesquecível àqueles que se acham os donos da verdade, do poder e da razão.
 
Bolsonaro não é o candidato ideal. Ideal, aqui entre nós, só o Botafogo de 62. Mas para um país que só tinha o PSDB como pseudo-oposição, já estou feliz.