A luta pela boquinha, parte 2

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Não mexa nos meus direito$$$!

Vai ter luta?

De 2003 a 2016, quais lutas a esquerda travou no governo do PT?
O que a UNE cobrou do governo? Qual oposição o MST fez ao governo? Todos foram cooptados, calados e muito bem pagos para, agora, simularem uma suposta preocupação com a troca de governo. Uma preocupação com a democracia. Aonde estavam estes cidadãos ativos quando tentaram comprar o Congresso no Mensalão? Aonde estavam quando a corrupção do PT e base aliada sugavam os recursos públicos que deveriam ir para saúde, educação e sabe-se lá mais aonde? Aonde estavam quando as urnas se mostraram não auditáveis?

Onde estava a preocupação, que eles afirmam ter, com os negros, a periferia, os que não tem terra, as mulheres, os camponeses (!), os quilombolas e os homossexuais? Apenas nas bandeiras. No grito. Na coreografia. Na prática, zero.

Eles foram ótimos aprendizes de marqueteiros num governo em que o marketing era a única coisa que funcionava, sob o comando de Duda Mendonça (o fã de rinhas de galo e que tinha contas não declaradas no exterior) e depois sob o olhar atento de João Santana (preso, atualmente, e também com contas não declaras no exterior, igual o Cunha).

A preocupação, ao menos nos líderes destes grupos, inexiste. Eles sobrevivem da necessidade alheia. É como aquele vídeo que circula na internet há tempos, sobre uma líder do MTST (movimento dos sem teto) que desfila de carro importado: não faz o menor sentido. Eu consigo compreender os que são manipulados e enganados, os que chegaram nestes grupos há pouco tempo cheios de boa intenção, mas os arquitetos e engenheiros, líderes petistas e líderes deste grupo, eu não só não compreendo como não perdoo.

E a tal luta? A tal luta existe e é ferrenha: é a luta pelo dinheiro estatal no dia 5 do próximo mês.