A casa grande da esquerda

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A casa grande da esquerda

Os paladinos da justiça e da ética, donos da virtude no Brasil, ou seja: a esquerda nacional, gostam de usar a expressão acima para trazer para 2016 um contexto de escravidão e racismo.

Esta é outra contradição deles, porque:

– fazer esta comparação, em 2016, por si só já mostra algum tipo de déficit de caráter ou inteligência.

– mas se fôssemos ver quem é “Casa Grande” e quem é “Senzala”, hoje em dia, desta forma exagerada que querem, seria mais fácil ligar a Casa Grande ao governo federal, o Estado obeso, e a senzala aos pagadores de impostos, ou seja, todo e qualquer cidadão brasileiro pisoteado todo dia pelo elefante burocrata. Do bilionário ao miserável que paga mais que o rico na proporção de tributos. E o Estado não vê cor e credo na hora de cobrar, ele cobra sem um pingo de preconceito.

Seguindo a mesma linha de raciocínio deles, os poderosos petistas são a elite mór do Brasil. Com direito a foro privilegiado, salários astronômicos, ministério para abrigo de fuga, e todas benesses do ”status” petista.
Então, quando vejo um militante ou uma presidente tentando usar este ‘bordão’, me causa espanto. Espanto porque prova que é feito, como tudo, sem o mínimo de reflexão e ponderação.

Curioso notar, ainda, que o jornalista Paulo Henrique Amorim, branco e milionário, condenado na justiça por chamar o jornalista da Globo Heraldo Pereira de “negro de alma branca”, coloque-se como um dos maiores racistas do Brasil, com textos e falas que humilham não só os negros, mas qualquer brasileiro de caráter que acaba lendo suas pérolas de ódio bancadas pelo PT. E nada lhe acontece. A esquerda continua o endeusando, só porque ele defende o indefensável e dá eco às teorias conspiratórias que eles amam.

E claro, o lado mais abjeto de tudo isso: usam uma prática vergonhosa para o ser humano, independentemente de local e contexto, raça, cor ou credo, que é escravizar seu semelhante, como slogan publicitário.