5 mentiras que os populistas nos fizeram acreditar aqui no Brasil

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É absolutamente normal que uma pessoa seja enganada por políticos, não só no Brasil, como em qualquer país, inclusive nos desenvolvidos. No Brasil, no entanto, o poder de destruição dos populistas é incalculável. Veja abaixo uma pequena lista de como somos enganados sistematicamente desde o dia em que nascemos por estas bandas.

 

1- O empresário é um vilão que deseja o mal aos pobres

Nada poderia ser mais mentiroso do que este primeiro mito. A economia, muitas vezes, se dá com termos e palavras complicadas, muitos números e pouco português claro, mas é simples: sem uma pessoa para empreender — o famoso ‘empreendedor’ — uma sociedade está fadada ao fracasso. Por que? Porque sem ele sobraria somente o Estado pra movimentar nossa vida. E não há nada mais ineficiente do que o Estado para cuidar das necessidades dos cidadãos. O empresário, especialmente no Brasil, é um verdadeiro herói, porque precisa sobreviver aos impostos, ao preconceito (vejam o ponto em que chegamos), à burocracia estatal, aos direitos trabalhistas que só prejudicam todos, principalmente o trabalhador, ao alto custo de uma simples telha até um computador moderno, ambos com impostos colossais embutidos. Você pode reparar que temos em nosso DNA brasileiro uma aversão ao ‘patrão’, a culpa é sempre dele, esta figura abstrata, ‘rica’, ‘poderosa’, ‘injusta’, aquele que não quer aumentar seu salário porque é malvado. Vamos refletir: qual pessoa não gostaria de aumentar o salário de um bom funcionário quando a economia facilita? Um empresário burro, porque perderia o funcionário pra outro disposto a fazê-lo. O salário é engessado porque a economia brasileira é lenta e mergulhada em cimento. Bem como as melhorias em qualquer micro ou macro empresa. No Brasil, os jovens sonham em ser funcionários públicos — nada contra esta opção, se fosse apenas uma opção dentre milhares — e tem medo, com razão, de criarem seus próprios negócios e empreenderem, ou seja, gerarem empregos, movimentarem a economia, inovarem, ajudarem a sociedade em que vivemos. Observem quanto tempo uma empresa privada demora pra perceber um erro e corrigi-lo, e quanto tempo uma empresa estatal demora pra fazê-lo, quando o faz, evidentemente. O empresário é um trabalhador como outro qualquer, com o adendo de que ele ajuda diretamente outros trabalhadores, enquanto o governo prejudica diretamente os mesmos trabalhadores.

 

2- A esquerda ama os pobres, negros, ‘minorias’ e trabalhadores.

A esquerda gosta de se colocar como paladina da justiça, guardiã moral dos pobres, negros, gays, e qualquer ‘tipo’ de pessoa ou classe que esteja sendo oprimida, ou que o tenha sido no passado. Por que? Por que são bonzinhos? Não, pelo contrário. Porque são aproveitadores. Querem os votos de todos aqueles que, com preguiça de pensar, caem neste conto do vigário e vão com a manada. É simples: se uma pessoa, por ex., que é homossexual chega ao ponto de pensar somente no coletivo “nós, os gays…”, é sinal de que esta pessoa se esqueceu que antes de ser gay é um ser humano, um indivíduo único, singular, sem igual no Universo e que, como qualquer um de nós, não pode permitir que falem em nome de uma suposta ‘classe’ ou ‘grupo’. A mesma esquerda que diz defender os pobres, quando vira governo e tem o poder, joga o básico dos ensinamentos econômicos no lixo e deixa a maior forma de tortura ao trabalhador solta: a inflação. A inflação é aquela que corrói o dinheiro que sobra após 5 meses de impostos pagos por aqui. Em Janeiro, o sujeito pode comprar 5 kg de arroz com 15 reais, em Março, os 15 reais só compram 2 kg, isto é a inflação. Isto é prejudicar diretamente os pobres, sem distinção de raça, cor ou credo. Talvez, curiosamente, a esquerda seja igualitária somente neste sentido, o de prejudicar sem preconceito a todos. Quanto aos trabalhadores, quando uma economia é destruída, evidentemente eles são prejudicados, mas mesmo numa economia estável a esquerda radical suplica por mais e mais Estado se metendo em tudo, como no item 1, e, desta forma, prejudica todos os trabalhadores com a lógica simplista de “direitos do trabalhador”, que na prática significa mais burocracia, mais dinheiro na mão do governo e mais dificuldade pra contratar e ser contratado. É fundamental estar sempre desconfiado com qualquer tipo de regra tirada da cartola pelo governo, porque a lógica é sempre inversa: se parece muito justo, bonito e romântico na teoria, na prática é certo de que vai prejudicar aquele que, em tese, a suposta regra diz proteger. Ex: cotas raciais, PEC das domésticas, feminicídio, etc. E no caso dos negros e pobres, esta combinação de fatores que a esquerda ama, a crueldade vai além, porque vem carregada de forte preconceito, julgamento e fatalismo: você é preto e pobre? Ok, então é extremamente provável, aceitável e compreensível que o Sr. seja um bandido da pior espécie. Essa tática de vitimizar os negros dá resultados terríveis, porque, na prática, divide a sociedade em ‘classes’, deixa as famílias como espectadoras do próprio drama: “Já que somos pobres e negros, o governo diz que faz parte meus filhos serem ladrões, assassinos, etc.”, o que é uma enorme e trágica mentira. Ao cidadão, branco, amarelo, verde, azul, pobre, rico, tanto faz, deveria caber suas responsabilidades, direitos e deveres individuais. E é válido um modo de reflexão exagerado: o quão negro ou o quão pobre o sujeito tem de ser pra ter os ‘direitos’ de roubar, matar, e ser considerado vítima da sociedade? Quem faz esta ‘régua’? Quem fiscaliza a aplicação destas medidas singulares que a esquerda deseja imprimir na sociedade? Como diz Gloria Alvarez: “os populistas amam tanto os pobres que os multiplicam”.

 

3- O PSDB é de direita

Em todo e qualquer país, principalmente europeu, existe um partido da Social Democracia. Estão explicados aqui o ‘S’ e o ‘D’ do PSDB. O PSDB é um partido de centro-esquerda, nunca, jamais!, foi e será de direita. Pegue qualquer um de seus principais representantes, como FHC, Serra, Aloysio Nunes, por ex., e verá que todos foram ferrenhos oposicionistas do governo militar, de direita, que, na época, lutava contra o comunismo no período extremo e singular da Guerra Fria. Todos são favoráveis às chamadas ‘Bolsas’, tendo o Bolsa Família sido criado pela esposa do FHC, em outro formato e não usado, ou muito menos usado, como moeda eleitoral. São todos contrários ao armamento civil, à prisão perpétua, à redução expressiva do Estado e outras bandeiras que uma suposta direita poderia levantar aqui no Brasil. É conveniente, principalmente ao PT e PSOL, achar um suposto adversário partidário grande de direita. Por que? Porque o Brasil tem, principalmente na imprensa, verdadeira repulsa pelo regime militar, e a associação com ‘direita’ no Brasil é, na velocidade da luz, feita com os militares. Então funciona assim: vamos chamar o PSDB de direita, algumas pessoas vão acreditar nisso e vão ligar a ‘direita’ aos militares e a tudo que existe de ruim, malvado, e opressor ao PSDB. Claro,  usando o adjetivo “fascista”  sempre que possível — ainda que nem 1% dos que usam esta ofensa saibam o que fascismo significa. O PSDB é de centro-esquerda, lembrem-se!

 

4- Arma de fogo é sinônimo de mais violência

Nada mais mentiroso. Como já recomendei aqui, é essencial a leitura do livro “Mentiram para mim sobre o desarmamento” pra uma maior compreensão sobre o tema, mas eu posso resumir. Os índices da violência no Brasil explodiram, principalmente após o início do governo petista e o não respeito ao referendo de 2005 onde a população brasileira votou contra a proibição de venda de armas de fogo. Quando a esquerda convenceu um monte de gente que arma é coisa do capeta, coisa de gente do mal, que tem de ser banida de nosso convívio, o Brasil abriu mão não só do direito de se defender, mas de um direito muito mais importante: o direito de escolha. Se eu, minoria máxima, um indivíduo comum, desejo, quero e posso ter uma arma de fogo que eu, na minha concepção, posso usar no caso de uma eventual tentativa de violência contra minha família e ou propriedade, onde e quando o Estado não estiver presente, quem é o governo federal para dizer que isso é proibido? Meu pai? Nosso pai? Quem diabos é o Estado pra se meter neste assunto? Aí é que entra o pulo do gato estatal, porque todos regimes totalitários, sem exceção, triunfaram sobre populações desarmadas. Para o Estado, quanto menos cidadãos armados, melhor. Em último caso, são os revólveres .38 enferrujados que podem ser a última fronteira entre um líder populista que, com o ego inflado e com um exército ao seu lado, deseja ter o poder eterno sobre uma sociedade e a própria sociedade que não deseja ter este líder autoritário como seu ditador nos próximos anos ou décadas. Mas o que a imprensa faz? Quando acontece um episódio de um psicopata atirar contra inocentes numa escola americana, a mídia quer que pensemos que isso acontece todo dia, e porque os americanos são assassinos indomáveis com tesão em atirar em outros seres humanos, o que é um absurdo. Pegue os números de homicídios nos EUA — que não são baixos, mas para o número de habitantes tornam-se ‘aceitáveis’ — e os números tupiniquins: aqui são mais de 60.000 homicídios por ano. Nossos números são considerados de um país em guerra civil. Aqui, ela só não foi oficialmente declarada. Vá mais fundo e estude os números da violência nos estados americanos onde a compra de uma arma de fogo é mais simples e com menos burocracia: são menores, bem menores, do que os estados onde a compra é mais burocrática. Sim, é simples: cidadãos bem intencionados e treinados, quando armados, reduzem drasticamente os números da violência, cabendo ressaltar que esta não é a obrigação de qualquer cidadão e, sim, do Estado, a famosa ‘questão de Segurança Pública’.

 

5- Quanto menos ricos existirem, menos pobres existirão

Não é preciso, aqui, muito raciocínio. A lógica de que ‘muitos tem pouco e poucos tem muito’ é resolvida, na opinião dos populistas, com a famosíssima ‘transferência de renda’ do rico para o pobre, e isto, para variar, é outra mentira que nos contaram. É uma falácia. Quanto mais pessoas ricas existirem numa sociedade, melhor. Porque esses ricos não ficam com o dinheiro embaixo do colchão. São os ricos que contratam a manicure, que paga a conta de luz pra operadora de energia, que por sua vez contrata o técnico para instalar novos cabos na rua, que usa o dinheiro no fim do dia pra tomar uma cerveja no boteco que gera 4 empregos, de 4 sujeitos que vão gastar no mercado que gera outros tantos empregos e por aí vai. A economia é uma roda bonita de se ver girando, coisa que nunca vimos aqui no Brasil. Quando um governo deseja interferir, por menor interferência que seja, na relação de seus cidadãos, é sinal de que vai dar problema. As famosas ‘regulamentações’, ‘agências fiscalizadoras’ e similares são lindas na teoria, mas na prática só geram mais corrupção — ‘toma aqui 50 pratas pra eu botar mais um ponto da NET no quarto…’ –, burocracia, lentidão e paralisia na economia. Imagine uma coisa que vez ou outra vem à tona: a taxação de ‘grandes fortunas’ — quem definirá o que é uma ‘grande fortuna’? Em teoria, em nossa inocência brasileira de nascença, parece uma boa ideia e até, por que não?, justo. Mas não o é. Nem boa ideia e nem justo. Porque o ser humano é volátil, ele se molda e protege o que é seu. A França fez isso e procurem saber o que aconteceu, os ricos foram embora, colocaram o dinheiro que antes estava na França, economia francesa, em outros países, ou seja, a ‘fuga de capital’ é praticada em larguíssima escala, prejudicando quem? Os ricos? Não, porque ricos tem contadores, advogados, contas na Suíça, doleiros, etc. pra fugir do Estado, e o pobre? O que o pobre pode fazer quando o Estado se intromete e ele, a manicure da história acima que inventei, já não tem mais dinheiro pra pagar a conta de luz? A cadeia de eventos trágicos quando o rico, este vilão que todos odiamos, é forçosamente atingido pelo Estado, acaba prejudicando unicamente aqueles que o Estado jura defender: os pobres.